Livro sobre Isabella Nardoni não pode ser vendido
Família da garota entrou com ação na Justiça contra escritor. Publicação fala em acidente doméstico. Autor vai recorrer.
Família da garota entrou com ação na Justiça contra escritor. Publicação fala em acidente doméstico. Autor vai recorrer.
Por decisão da Justiça paulista, o livro ?Isabella?, que trata sobre a morte da menina Isabella Nardoni, não pode mais ser vendido. A informação foi confirmada pela mãe da garota, Ana Carolina Oliveira, neste domingo (4).
Escrita pelo médico gaúcho Paulo Roberto Papandreu, a história defende a tese de acidente doméstico e foi criticada pela família da garota, que não autorizou a publicação e entrou com um processo.
De acordo com Ana Carolina, a sentença para o recolhimento do livro saiu na quinta-feira (1). ?Estou vendo isso de uma maneira positiva?, disse ela, na tarde deste domingo (4). A ação foi movida pela advogada Cristina Christo, que defende Ana Carolina. A assssoria de imprensa do Tribunal de Justiça não soube confirmar a informação sobre a suspensão do exemplar.
Em março de 2008, a menina, então com 5 anos, morreu após cair do 6º andar do prédio onde o pai morava, na Zona Norte de São Paulo. Para a polícia e o Ministério Público, ela foi jogada da janela pelo pai e a madrasta, que estão presos. No livro, Papandreu sugere que Isabella caiu sozinha, o que inocenta Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, presos no interior paulista.
Recurso
Procurado pelo G1, Papandreu informou que pretende recorrer da decisão. "Acho que estão ferindo meu direito de liberdade de expressão. Vou recorrer, claro", disse ele, neste domingo. O médico de Santa Maria (RS) afirmou ter recebido com "surpresa" a notícia. "Fiquei sabendo no sábado. Quero ver o que vão fazer com os livros agora. Não consigo imaginar por que fizeram isso. Estou incrédulo porque não caluniei, não menti e não injuriei".
Segundo ele, em São Paulo, havia 3 mil exemplares de "Isabella". Papandreu ressaltou que, até a tarde do domingo, não havia sido informado oficialmente sobre a sentença do juiz. "Eu soube por uma conhecida que pegaria os livros em um hotel de São Paulo para doação. Disseram a ela que a Justiça mandou recolher".
Por causa da publicação, Ana Carolina Oliveira entrou na Justiça, pedindo indenização por danos morais. Ela pede que se retire do mercado e impeça qualquer publicação nova do livro ?Isabella?. Ana Carolina disse neste domingo que o valor da reparação ainda não foi estipulado. ?O processo começou agora?. Segundo ela, Papandreu ?nunca? a procurou enquanto escrevia a história.
Publicado em junho deste ano no Rio Grande do Sul, ?Isabella? poderia ganhar também uma versão nacional com o título ?Caso Isabella: verdade nova?, conforme disse Papandreu no dia 15.
Versão oficial
Para a Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público, Isabella foi vítima de homicídio. Para a perícia do Instituto de Criminalística (IC), que embasou a acusação da Promotoria, os assassinos são Alexandre Nardoni e Anna Jatobá. Eles teriam matado a menina após uma discussão. Isabella foi encontrada morta no terraço do edifício do casal, que nega o crime. A defesa dos dois alega que uma terceira pessoa entrou no apartamento.
Nas 128 páginas de seu livro, Papandreu, que tem 53 anos, busca derrubar a tese da polícia paulista. Para chegar à tese de acidente doméstico, ele disse que procurou por conta própria todos os envolvidos no caso, mas não falou com o casal.

Ana Maria Advogada06/10/2009 11:07
É UM ABSURDO A ATITUDE DESSE MÉDICO.COM QUE ESCRÚPULOS ELE DEFENDE UMA TÉSE DESSA NATUREZA???COMO É POSSÍVEL QUERER FAZER CRER QUE FOI UM ACIDENTE DOMÉSTICO QUE VITIMOU A MENOR ISABELA??? OU ESSE PROFISSIONAL ESTVA BÊBADO AO LANÇAR ESE LIVRO OU FOI COMPRADO PELA FAMÍLIA DOS RÉUS COMO ESTRATÉGIA DE DEFESA, PORQUE NÃO FAZ SENTIDO ESSA ALEGAÇÃO.A REDE DE PROTEÇÃO PRECISA SER CORTADA COM FORÇA POR UMA FACA OU TESOURA. E EU PUDE COMPROVAR ISSO NUM APARTAMENTO QUE FREQUENTEI EM SÃO PAULO E QUE TINHA A REDE DE PROTEÇÃO.NEMHUMA CRIANÇA CONSEGUE TÃO RÁPIDO ROMPER A TELA, SENDO NECESSÁRIO A FORÇA DE UM ADULTO.PORTANTO, A TÉSE DO MÉDICO CAI POR TERRA. O QUE É MAIS CHOCANTE É QUE NINGUÉM PENSA NA DOR DA ISABLELA. O QUE ME PARECE É O INTERESSE EM GANHAR VANTAGEM E DINHEIRO ÀS CUSTAS DESSA TRAGÉDIA QUE ACONTECEU.EM NENHUM MOMENTO EU VI O AVÔ QUE TAMBÉM É ADVOGADO, SE MOSTRAR ABALADO E CHOCADO COM A PERDA DA NETA.AO CONTRÁRIO. O QUE VI FOI UMA PESSOA FRIA QUE SE PREOCUPA EM ESCONDER E PROTEGER O CRIME QUE SÓ PODE TER SIDO COMETIDO PELO FILHO E PELA NORA, JÁ QUE SE DESCARTA A HIPÓTESE DE UMA TERCEIRA PESSOA NA CENA DO CRIME. OS NARDONIS SÃO FRIOS E ESTÃO USANDO MÉTODOS BAIXOS PARA INOCENTAR OS VERDADEIROS CULPADOS.MUITO ME ADMIRA UM MÉDICO CHEGAR AO PONTO DE ESCREVER UM LIVRO SOBRE O CASO QUE AINDA NÃO FOI JULGADO E JÁ DAR O VEREDITO: "ACIDENTE DOMÉSTICO"....É UM ABSURDO. TOMARA QUE SE FAÇA JUSTIÇA NESSE CASO, QUE NÃO CAIA NO ESQUECIMENTO E QUE OS CULPADOS SEJAM PUNIDOS COM RIGOR, POIS UMA VIDA DE 5 ANOS, QUE TINHA UM FUTURO BRILHANTE, FOI INTERROMPIDA DE UMA MANEIRA MUITO TRISTE.
Rita de Cássia Farias Advogada08/10/2009 0:22
Se for preciso faremos tudo para impedir que o livro seja divulgado e vendido. Isabella foi vítima de CRIME BÁRBARO e os seus verdadeiros familiares(família materna) sentem até hoje uma dor inexplicável,imensurável.Queremos a condenação dos culpados ,infelizmente a pena máxima de 30 anos e que sabemos não será cumprida pelo tempo estipulado. Estamos solidários com a dor da família materna de Isabella. ESSE CRIME HORRÍVEL NÃO PODE, NÃO DEVE E NÃO FICARÁ SEM PUNIÇÃO.
ANTONIO GILMAR funcionario publico15/12/2009 15:28
Ridivulo, um idiota que nunca teve acesso a familia de Isabela, xomo pode ter certeza e afirmar que foi acidente. Na verdade foi assasinato tem grande maracutaia no interesse desse "medico" em escrever livro sobre alguém que ele nunca conheceu