Bancada evangélica aprova PEC que dá à Igreja poder de questionar o Supremo Tribunal Federal

Caso a votação na Câmara, que envolverá todos os deputados da Casa, aprove a PEC, ela será votada no Senado e passará a ter validade

Fonte: OAB/RJ

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A Câmara dos Deputados aprovou, em comissão especial, parecer favorável à PEC 99/2011, que autoriza igrejas a questionarem regras ou leis junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). A aprovação foi comandada pela Bancada Evangélica, aliada ao presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB/RJ).


Caso a votação na Câmara, que envolverá todos os deputados da Casa, aprove a PEC, ela será votada no Senado e passará a ter validade. Se isso acontecer, igrejas passam a ter direito de apresentarem Ações diretas de Inconstitucionalidade (ADI) e outros tipos de recurso.


A proposta foi recebida como uma afronta ao princípio de Estado Laico, que é previsto na Constituição. A banca evangélica, porém, a trata como prioridade, sendo conduzido o processo pelo autor da PEC, deputado João Campos (PSDB/GO), criador da proposta de "cura gay" que circulou na Câmara.


Se aprovada, a PEC igualará igrejas à presidente da República, mesa do Senado e da Câmara, mesas de Assembleias Legislativas, governadores, procurador-geral da República, Conselho Federal da OAB, partido político com representação no Congresso e confederações sindicais. Essas são as entidades que podem, hoje, oferecer questionamentos ao STF.


"O STF expressa um preconceito contra argumentos de ordem religiosa, dando preferência a argumentos científicos", cita o texto em questão. A PEC em questão já foi votada pela Comissão de Constituição de Justiça e de Cidadania da Câmara, em 2013. À época, apesar do parecer positivo, a votação não atingiu Câmara e Senado.


Por conta do apoio da Bancada Evangélica, a votação da PEC foi feita de forma bastante rápida. As apresentações começaram em 28 de outubro e demoraram poucos dias para chegar ao parecer positivo. A expectativa, agora, é quando o projeto será votado pelos deputados da Casa.

Palavras-chave: PEC STF Bancada Evangélica Câmara dos Deputados ADI Eduardo Cunha

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2 Comentários

Júlio 05/11/2015 19:38 Responder

Este congresso e uma bandalheira , aprovar PEC completamente inconstitucional , essas igrejas com estes charlatões , gente da pior espécie , mentirosos , e um povo burro e ignorante apoiando esta bagunça.

José Moacyr Lopes advogado05/11/2015 22:48 Responder

Se essa PEC indecente passar, por óbvio, todos os outros seguimentos religiosos também terão o mesmo direito - aí o STF não fará mais nada a não ser analisar ações de grupos evangélicos. Tanta coisa importante a ser discutida nesse Elefante dispendioso, que é o Congresso Nacional - ele cuidam de assuntos como esse e com aprovação de verba de quase meio bilhão de Reais para construção de mais gabinetes. Dá vontade de contrariar o finado Eduardo Campos e desistir do Brasil.

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