A livre saída para matar

No dia em que pretensamente se reapresentaria no Presídio de Ijuí (RS), um delinquente fez uma incursão criminosa, que se desdobrou em duas.

Fonte: Espaço Vital

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O triste caso ocorrido há dois anos anos e meio - da noiva que perdeu o amado assassinado poucos dias antes do casamento - e que culminou com a improcedência da ação indenizatória contra o Estado do RS, traz ao debate, de novo, a saída de presos mediante autorização judicial, com base em lei.

No dia em que pretensamente se reapresentaria no Presídio de Ijuí (RS), um delinquente fez uma incursão criminosa, que se desdobrou em duas.

No dia 7 de novembro de 2007, um assalto inicial a uma lotérica na cidade de Guarani das Missões (RS) acabou em morte de uma pessoa que estava em outro local.

De acordo com as informações da Brigada Militar, por volta das 8h45min, um homem armado com um revólver calibre 38, invadiu a Lotérica Anjos da Sorte, onde se encontravam três funcionários e dois clientes. As vítimas foram obrigadas a subir para o segundo pavimento do prédio, enquanto o assaltante agia no estabelecimento. Depois de roubar cerca de R$ 800,00, o assaltante fugiu a pé.

A Brigada Militar foi acionada e empreendeu buscas nas imediações. O assaltante, mais tarde identificado como Thomaz Rafael Ferreira da Silva, na época 28 de idade, natural de Porto Alegre e com uma extensa ficha de crimes, acabou se refugiando na residência de Valdemar Habowski, 37 anos, localizada na rua São Borja.

A intenção do assaltante era fugir com o automóvel do dono da casa. No entanto, Habowski teria reagido e como forma de intimidação, o assaltante disparou um tiro contra a geladeira. A ação se seguiu e outros dois tiros atingiram o peito de Valdemar Habowski - que morava sozinho - causando sua morte.

Ainda na residência, o assaltante trocou a camisa e após fugiu em direção ao trevo de acesso à cidade quando foi preso pela Brigada Militar. Na ocasião, os PMs tinham conhecimento apenas do assalto e desconheciam o homicídio.

O assassinato de Valdemar Habowski só chegou ao conhecimento dos policiais civís e militares em torno de 12 horas, quando compareceu à DP, a empregada da vítima para relatar o fato: ela encontrara o patrão morto, ao chegar na residência para preparar o almoço.

Momentos após a polícia analisar o local do crime, Thomaz confessou a autoria dos disparos. Ele foi encaminhado ao Presídio de Cerro Largo. Ele disse que cumpria pena na Penitenciária Modulada de Ijuí, estava licença e iria se reapresentar naquele dia.

O crime consternou a comunidade. Valdemar Habowski, 37 anos, estava se preparando para o casamento marcado para o dia 1º de dezembro.

Não se tem notícia, até agora, sobre o julgamento de Thomaz Rafael pela autoria do novo crime. O sistema de informações processuais do TJRS não dispoinibiliza qualquer informação sobre ação penal contra Thomaz.

Palavras-chave: assassinato

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