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Terça-feira, 22 de Agosto de 2017
ISSN 1980-4288

Defesa de Michel Temer estuda pedir que inquérito seja separado do de Aécio Neves

Com autorização do STF, presidente e senador afastado são investigados por obstrução da Justiça no mesmo inquérito.

Fonte: G1

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Presidente Michel Temer. Reprodução: fotospublicas.com

O advogado Antonio Claudio Mariz, que faz parte da defesa de Michel Temer, estuda pedir ao Supremo Tribuinal Federal (STF) para desmembrar o inquérito que investiga o presidente e o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) por obstrução da Justiça.


"Acho que não há conexão fática nem probatória entre a questão que envolve o Aécio e que envolve o presidente", disse Mariz nesta terça-feira (23). Ele esteve nesta manhã no STF para levar o documento protocolado no dia anterior, no qual desiste do pedido enviado ao ministro Edson Fachin de suspensão do inquérito de Temer.


Fachin autorizou a investigação de Aécio e Temer com base na delação premiada dos donos do frigorífico JBS, Joesley e Wesley Batista na Lava Jato. Joesley usou um gravador escondido para registrar conversas com Joesley e com Aécio e entregou os áudios para a Procuradoria Geral da República (PGR) – que fez o termo de colaboração, homologado por Fachin, ministro relator da operação no Supremo.


No pedido para investigar o presidente e o senador, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirma que Temer e Aécio agiram "em articulação" para impedir o avanço da Lava Jato.


A afirmação consta da decisão de Fachin que autorizou a investigação de Temer, Aécio e do deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) por corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa. Loures e Aécio foram afastados dos mandatos por determinação do STF.


Lava Jato


Segundo Mariz, a defesa de Temer também avalia pedir que a investigação seja retirar do âmbito da Lava Jato, e por consequência da relatoria de Fachin, e pleitear uma redistribuição por sorteio para outro relator.


A defesa diz que, se isso acontecer, não será para tirar o caso de Fachin, mas sim para comprovar que não há conexão com Petrobras ou Lava Jato. "Eu ainda não estou vendo isso, mas tem uma possibilidade [...] Se houver a redistribuição, eu torço que caia com ele (Fachin). A questão não é com ele... a questão levantada poderá mostrar que não há nenhuma conexão do presidente Michel Temer com essas questões de Petrobrás e Lava Jato", disse Mariz.


Segundo o Jornal Hoje, Temer esteve reunido nesta manhã no Palácio do Jaburu com Mariz e o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Moreira Franco.


Em meio à crise envolvendo o governo Temer, Moreira Franco publicou nesta terça-feira um vídeo no Facebook dizendo que é preciso garantir uma democracia estável, com a independência dos poderes.


"Que o Poder Judiciário, apoiado por todos nós, continue o seu trabalho. Que o Poder Executivo permaneça firme [...] E o Legislativo ser entusiasmado, ser estimulado a deputados e senadores continuarem votando e fazendo as mudanças necessárias para que o ambiente econômico possa criar condições para que voltemos a gerar emprego e renda para milhões de brasileiros", diz no vídeo.


Apesar do cenário tumultuado, o governo tenta articular para manter o ritmo de votações no Congresso, onde tramitam as reformas trabalhista e previdenciária.

Palavras-chave: Operação Lava Jato Delação JBS Obstrução da Justiça Temer Aécio Inquérito

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