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Domingo, 22 de Abril de 2018
ISSN 1980-4288

O pós-humanismo

O pós-humanismo.

Fonte: Gisele Leite

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O outrora insuspeito antropocentrismo que embasou quase toda concepção humanista do último século não resistiu ao tempo intacto. Pois, para a compreensão do pós-humanismo, há necessidade de uma rearticulação dos questionamentos antropológico-filosóficos sobre as noções de humanidade e de ser humano.


O maior desafio proposto pela reflexão sobre o estatuto do ser humano, é decifrar o núcleo central em torno do qual gravitou toda a história do pensamento. Aliás, as diversas antropologias subjazem em filosofias, religiões e ciências em sua missão de explicar a origem, o significado, a justificativa e destino de todo fenômeno humano.


Analisar as dicotomias e paradoxos constitui uma constante na tradição filosófica ocidental, de sorte que é compreensível que todo esforço de autocompreensão seja notabilizado por uma série de dualismos. E, alguns desses, insuperáveis.


Assim, nos é bastante frugal a antinomia entre corpo e espírito, carne e alma, instinto e consciência, razão e emoção, natureza original e cultura e, por sua vez, entre as ciências naturais e humanidades. E, ainda, entre as ciências exatas e ciências sociais (puras ou aplicadas).


Um fato definidor para construção da perspectiva sobre o ser humano dependerá particularmente de cada autor ou corrente filosófica que tenta decifrar a natureza humana, onde ora a ênfase enfoca a natureza, dentro do paradigma de ciências naturais, onde a animalidade é um dos aspectos principais destacados no fenômeno humano, pois afinal, o ser humano é um pequeno feudo dentro do vastíssimo reino animal.


O paradigma da humanidade é, ainda, considerado como sendo sua espiritualidade, sua capacidade de consciência, e notável aptidão para a cultura, estabelecendo um verdadeiro “império dentro do império”. E, a noção ocidental de ser humano é aquela que se apresenta fragmentada, volátil e dividida entre a sua animalidade física e a condição moral de sua existência (tida mais propriamente como regra de sobrevivência do que de nobreza de caráter).


A dicotomia composta de humanidade e animalidade é, sem dúvida, um dogma antropológico crucial para o humanismo, mas a noção de que o homem se realiza transcendendo-se, saindo de sua mera animalidade e adentrando em sua espiritualidade é insuficiente para explicar o atual estágio do humanismo. O humanismo contemporâneo se insere no que Bauman chamou de modernidade líquida. Onde as essencialidades se diluem, tudo é transitório, descartável e funcional. Extremamente funcional.


A responsabilidade da educação e da formação espiritual da humanidade constitui ainda o eixo indispensável do humanismo, porém, não se educa apenas para o passado ou presente, mas particularmente para o futuro. Para mundo tecnológico e científico, onde a natureza instrumental serve para dar conforto, praticidade e aumentar as hordas dominadas pela inteligência e o capital.


Dentro do pensamento clássico humanista, esboçado por Pico Della Mirandola a justificativa do significado metafísico e moral do homem é, em verdade, um grande milagre, posto que projete um possível discurso de Deus para o homem.


O núcleo em comum diante da variedade de filosofias e sistemas específicos concebidos como humanismo parte da premissa de que a singularidade humana consiste na liberdade em face dos determinismos, e em relação aos quais, o restante dos animais estão submetidos, em função de identidade aberta, extremamente moldável, conforme suas escolhas morais. ou ainda. as exigências do mercado.


A abertura para os moldes é que possibilita um ser livre, com relação ao que é, e com relação a sua capacidade de pôr objetivos definidos do que deve ser, o que este, deve efetivamente ser. O que nos faz entender que ainda somos mais kantianos do que adeptos a Rousseau. O imperativo categórico venceu definitivamente o bon sauvage[1].


A justificativa ocidental para a superioridade humana ocorre com frequência com base na atribuição de qualidades universais e apriorísticas exclusivas à espécie humana.


E a superioridade humana[2] resta legitimada nos termos do fundacionismo filosófico, na medida em que se pressupõe um sujeito como algo que subjaz, ou seja, subjectum, um campo ideal, universal e permanente, enquanto que a dimensão especificamente humana tem como finalidade fundamentar o quão vaga é a inteligibilidade do real.


Afinal, a busca de um concreto princípio metafísico centrado no ser humano será construído em "eidos" em Platão, ou em "ousia" em Aristóteles, ou ainda, no cogito ergo suum cartesiano, no sujeito transcendental de Kant, na razão e espírito de Hegel e, segundo Heidegger, na angústia, dassein, que culmina no conceito de vontade poder nietzschiano[3].


A subjetividade humana moderna definida por Descartes e justificada no cogito traça as linhas gerais da metafísica do sujeito, onde a superioridade calca-se na capacidade de mediar com a realidade externa e transcendê-la desde que a apreendendo conceitualmente. A subjetividade humana depende visceralmente da aprendizagem.


Assim, o ser humano por ser dotado de consciência e razão, se eleva como um único ser capaz de representar o mundo de modo mais exato, mediante um espelhamento mental da realidade, isto é, através de tradução de aspectos do mundo em imagens e conceitos concretos e distintos, universais e apriorísticos.


O sujeito, é enfim, neste sentido, é um conceito metafísico e filosófico que descreve aquele que é consciente de seus pensamentos e responsável por seus atos, pois enquanto “senhor absoluto” de si, é também o principal agente, a unidade substancial à qual se remetem todas as representações e ações. O ser humano é uno, simples, permanente e autorreferenciado.


E, nesse sentido, nos esclareceu Kant em sua terceira crítica que o ser humano enquanto ser único na Terra que possui entendimento, ipso facto, uma faculdade de voluntariamente colocar a si mesmo fins, o homem é corretamente denominado, o senhor da natureza e, se considerarmos este como um sistema teleológico, o último fim da natureza segundo a sua destinação.


O referencial globalizado da identidade humana descrito no artigo primeiro da Declaração Universal dos Direitos humanos que expõe que nascemos livres e iguais em dignidade e direitos. Contrasta frontalmente ao fato de sermos dotados de razão e consciência que devem agir em relação uns aos outros, com espírito de fraternidade.


A ruína do modelo clássico de subjetividade já nos configura por múltiplas razões pois a noção sociológica e psicológica, nos revela um indivíduo[4] ainda pouco decifrado, e concreto, conflitando com a noção de sujeito metafísico, sendo influenciado, mas igualmente influenciador de seu meio.


A subjetividade individualizada com viés psicológico e, quiçá psicanalítico, é um locus de direitos, reivindicações e atos de escolha. E, equilibrar as perdas na finitude da existência humana é um desafio constante. E, o homem contemporâneo não quer envelhecer, não quer morrer, e muito menos, conhecer-se dentro da própria finitude e efemeridade que tem em si.


A prova cabal de que a subjetividade humana é realmente uma ruína monumental foi trazida pelos mestres da suspeita, a saber, Marx, Freud e Nietzsche, além da contribuição de Heidegger[5]. E, a desconstrução da subjetividade humana prossegue a partir de meados do século XX, com o deslocamento do cogito de Descartes efetuados pela revisão althusseriana de Marx, da revisão de Lacan do pensamento de Freud.


E, ainda, mais tarde, com os pós-estruturalistas como Foucault, Deleuze, Derrida e Lyotard[6] onde o abalo se torna ainda mais irremediável e irreversível. Um ponto sem volta. Pois o que se questiona, não é mais quem é o sujeito. E, sim, se ainda queremos ser o sujeito. Quem precisa, afinal, do sujeito?


E, o mais crucial questionamento, ainda não respondido: O que vem depois do sujeito?  Afinal, o sujeito objetivou-se tanto que se reduziu a objeto de estudo e de apreciação.


Enfim, o humanismo contemporâneo surge da tentativa igualmente estéril de interpretar os caminhos, os destinos, as promessas e os produtos das tecnociências contemporâneas, e, principalmente o impacto contundente na vida sociocultural e no próprio significado do ser humano a partir desse mesmo sujeito filosófico tradicional.


O império do sujeito conhece a divisão entre natureza e cultura, entre as ciências naturais e as humanidades e, se revela cada vez mais interpretativo e impotente em face do contexto fragmentado e volátil.


A possível hibridação[7] entre o homem e a máquina se mostra inevitável, o que afasta a condição humana de uma suposta pureza ontológica e, trazendo o questionamento radical sobre a primazia metafísica do humano e do seu direito natural de conquista e domínio sobre o resto da natureza do planeta.  E, aí, as questões ambientais surgem e gritam sem ser ouvidas por muitos países do mundo.


É fato que o entendimento do ser humano[8] acompanha as mudanças culturais significativas, numa era tecnológica tão modulada pelos paradigmas da engenharia genética, inteligência artificial, nanotecnologias, técnicas criadoras de realidades virtuais, medicina restauradora, ortomolecular, reprodução artificial seleção genética de espécies, transgêneros e toda sorte de métodos de otimização da vida natural.


A racionalidade da tecnociência assume feição de nova cultura pretendendo justificar a onipresença da tecnologia e a prevalência de métodos técnicos de pensamento onde as potencialidades do ser humano, depende de uma série de arranjos tecnológicos que regem a constelação de sentidos e práticas dentro da realidade em que vivemos. Mas, nem sempre, compreendemos sua real semântica.


O homem é senão uma invenção da recente arqueologia de nosso pensamento, mas que caminha para um fim próximo. Pois nossa identidade se dissolve numa trama infindável de estruturas que arquitetam a realidade humana, onde é recolocado pela ciência de nosso tempo.


O pós-humanismo reúne um conjunto de intérpretes do contexto tecnocientífico, que tenta responder à impotência do sujeito tradicional em bem compreender o fenômeno humano. Temos somente uma vaga ideia, originalmente descrita pelas tensões, integrações e metamorfoses, adentrando a um outro e novo campo, não mais humano, o maquínio.


O ser humano melhorado, aperfeiçoado com aspectos inéditos[9], com superação dos erros peculiares da espécie homo sapiens, pois o imperativo da técnica, segundo o qual se dita “o que se pode fazer” e, o que se “deve fazer”, onde somos convidados frequentemente a transcender a fatalidade de nossas circunstâncias.


O próprio evolucionismo[10] questiona o quão sapiens ainda somos, o que, na era contemporânea significa mesmo ser humano? Sempre recordando que informação não significa conhecimento. E, que nem todo conhecimento pressupõe a informação.


Há um novo modelo de existência denominado pós-humanidade, trazendo um reformulado conceito de ser humano e um novo modo de existência, onde o entendimento do fenômeno humano está multifacetado e sem o imperalismo absoluto da técnica sobre a vida e cultura humana.


Referências:


NEVES, Cecília de Sousa. A Questão do Humano: Entre o Humanismo e o Pós-Humanismo. Disponível em: https://www2.ufrb.edu.br/griot/images/vol12-n2/17.pdf Acesso em 28.3.2018.


BRETON, D. Adeus ao corpo. In: NOVAES< A.(Org.) O homem-máquina: a ciência manipula o corpo. São Paulo: Companhia das  Letras, 2003.


DESCARTES, R. Discurso do método. São Paulo: Martins Fontes, 1996.


FOUCAULT, M. As palavras e as coisas. São Paulo: Martins Fontes, 1999.


KANT, I. Crítica da faculdade do juízo. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2012


MIRANDOLA, G. P.D. Discurso sobre a dignidade do homem. Rio de Janeiro: Edições 70, 1989


SPINOZA, B. Ética. Trad. Tomaz Tadeu. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2010.


VELHO, O. Os novos sentidos da interdisciplinaridade. Mana, Rio de Janeiro, v.16, n. 1, 2010, p.213-226. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/mana/v16n1/a09v16n1.pdf  Acesso 20.3.2018.


CARVALHO, Geovânia Nunes; SCHEINER, Henrique Nou. Refletindo sobre "Notas sobre o Pós-Humanismo" de Francisco


Rüdiger. Disponível em:http://incubadora.periodicos.ufsc.br/index.php/IJKEM/article/viewFile/3426/4168 Acesso em 31.03.2018.


Notas:


[1] O mito do bom selvagem ou do selvagem nobre é uma idealização do homem no estado de natureza. Essa noção de bom selvagem que vive em um paraíso na terra antes do pecado original ter se desenvolvido no século XVIII, tendo sua fundação e exploração entre os conquistadores do Renascimento. Assim, no século XVI, Cristóvão Colombo, Pedro Álvares Cabral, Américo Vespúcio e Jacques Cartier exploraram o continente americano e descobrem uma humanidade jovem. Foi o mito do bom selvagem que permitiu aos escritores e estudiosos contemporâneos a desenvolver a crítica social sobre as aberrações e injustiças da sociedade.  A mais famosa adaptação conhecida é “The Brave New world”, ou seja, o Bravo Novo Mundo, de Aldous Huxley.


[2] A mecanização do humano já é possível através das tecnologias de vestir, tais como smart watches, relógios inteligentes, e outros mecanismos que pretendem facilitar a existência humana. É daí que surge a criatura pós-humana chamada cibórgue. A quintessência da tecnologia, representa o grande desafio proposto pelo pós-humanismo ao antes insuspeito antropocentrismo ontológico do humanismo. Afinal, não se sabe onde termina o humano e onde começa a máquina. Na teorização promovida por Hans Moravec, especialista em robótica, já aponta a superação do orgânico do ponto de vista interno. O núcleo problemático da existência de uma criatura híbrida tecno-humana que simula o comportamento humano, mas cuja ação não pode ser remetida a nenhuma interioridade, essencialidade ou racionalidade, porque feita de fluxos e circuitos, fios e silício, situa-se na dúvida que ela suscita acerca da própria singularidade e exclusividade do humano,


[3] O referencial globalizado sobre a identidade humana que expõe que somos livres e iguais em dignidade e direitos, dotados de razão e consciência e que devem agir em relação aos outros com fraternidade. A infeliz ruína deste modelo de subjetividade já acena diante de fato histórico e real, ademais a confusão havida entre a noção filosófica de sujeito e noção sociológica-psicológica de indivíduo. E, o busilis se avulta particularmente quando as ciências sociais descrevem o indivíduo concreto atribuindo-lhe características que pertencem ao sujeito metafísico, considerando o indivíduo, um exemplar, tipo ideal que corresponde à verdade humana. Atualmente, enfim, a subjetividade humana é um palácio em ruínas. Pois sofrera as demolições promovidas pelos chamados mestres da suspeita, a saber, Marx, Freud e Nietzsche, além de Heidegger. E, acrescento, Zygmunt Bauman.


[4] O indivíduo diferentemente do sujeito, não fundamenta nada e nem serve de base para estabelecimento da verdade dos diversos saberes, é apenas circunscrito e, tem apenas uma única face. Há crassos exemplos que impactam bruscamente o modelo de identidade humana compreendido no tipo perfeito e universal de humanidade, a saber: a clonagem, a engenharia genética e as técnicas criadoras de realidade virtual.


[5] As consequências imediatas desse modelo de humano forjado pelo fenômeno da tecnocultura, nos encaminham à constatação da redução do conceito filosófico de humanidade para o conceito de homem espécie, totalmente desprovido de análise metafísica. Embora a morte do homem não seja um dado, cabe ressaltar sua morte conceitual fundada em bases metafísicas, protagonizada pela comunidade científica especializada. Esta, além de sua habilidade técnica para manipular e desnaturalizar o homem, porque é seu objeto de experiência e meio para qualquer fim possível, se nutre de ingenuidade filosófica e desconhecimento da História.


[6] Apresentando a noção de humano enquanto ser em construção, ser sendo criativo, histórico, estético, cultural; do pensamento e da autorreflexão; da crítica e da suspensão de valores; da emoção, da atitude de conhecimento e do niilismo. Portanto, humano é um complexo que se faz e se renova ininterruptamente a cada movimento histórico, inaugurando comportamentos de toda ordem.


[7] Na teorização promovida por Hans Moravec, especialista em robótica, já aponta a superação do orgânico do ponto de vista interno. E, já cogita na viabilização de transferência de nosso "eu" para a máquina.  Aliás, Moravec juntamente com Marvin Minsky e Eric Drexler integra o time de principais teóricos do pós-humanismo e realiza um retorno literal à oposição cartesiana entre corpo e espírito, considerando o primeiro como mero locus ou mecanismo do segundo. Conclui-se que repousa a identidade alocada em nosso espírito, portanto, trata-se de desconectarmos do corpo obsoleto, para enfim, sermos como os dados que são facilmente transferíveis para computadores, transplantados para uma plataforma artificial.


[8] A pós-humanidade é construção a partir do entendimento e desenvolvimento sobre o fenômeno humano que esteja sintonizado com o desenvolvimento sem precedentes da técnica e seus respectivos imperativos. E, no imperalismo ortodoxo da técnica sobre a vida e a cultura humana, onde se busca, a formulação de interpretação consistente não apenas por escolha de perspectivas e circunstâncias inéditas, mas que identifique as novas relações ou elementos, ou ainda, que admita o acesso aos aspectos novos ou velhos, porém, sob novas lentes.


[9] Há um movimento transhumanista, a partir da noção exposta na obra “Terceira Cultura”, de 1995, de C.P. Snow. A terceira cultura estaria, sem dúvida, assentada no trabalho de pensadores do mundo empírico, que ocupam o espaço de intelectuais tradicionais.  O chamado projeto transhumanista não é futurismo e nem mero delírio e já ocupa por quase uma década a administração federal americana influindo no processo de decisão política. A humanidade é profundamente afetada tanto pela ciência como pela tecnologia. Assim, antevemos a possibilidade de superar o envelhecimento, a perda cognitiva, o sofrimento involuntário e o nosso confinamento na Terra. Enfim, o projeto transhumanista acredita que o potencial da humanidade não fora realizado.


[10] Quando a ciência avança mais vigorosamente e mais depressa do que a compreensão moral, como é caso de hoje, homens e mulheres lutam para articular seu mal-estar. A evolução genômica e genética das manipulações científicas induziram a uma espécie de vertigem moral. Basicamente são essas as questões de fundo que estão implicitamente ou explicitamente envolvidas na discussão pós-humanista acerca do significado do conceito de ser humano.


Gisele Leite

Gisele Leite

É professora universitária, pedagoga, bacharel em Direito UFRJ, mestre em Direito UFRJ, mestre em Filosofia UFF, Doutora em Direito USP. Pesquisadora-Chefe do Instituto Nacional de Pesquisas Jurídicas. Membro do Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM. Email: professoragiseleleite@yahoo.com.br


Palavras-chave: Pós-humanismo Antropocentrismo Concepção Humanista Declaração Universal dos Direitos Humanos

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