Renúncias profissionais: quando os sacrifícios de uma mudança de carreira compensam?

Por Fabio Steren.

Fonte: Fabio Steren

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Reprodução: Pixabay.com

O medo é um sentimento comum em todo ser humano, responsável por desencadear reações diversas. Em alguns, ele o domina ao ponto de nos sentirmos temerosos para realizar qualquer mudança. Em outros, é driblado em prol de determinado objetivo. No mercado de trabalho, este vem sendo um fator impeditivo no desejo de muitos em mudar de carreira, dificultando que tomem o primeiro passo nessa jornada. Não há como negar que qualquer mudança profissional traz consigo renúncias e impactos enormes – mas, quando compreendidas e planejadas, não precisam se tornar impeditivos para enfrentar essa transição e nos tornarmos realizados em nossa área.


Uma pesquisa realizada pelo instituto ADP Research identificou que, hoje, quatro em cada cinco brasileiros consideram mudar de emprego – cogitando o empreendedorismo como uma das maiores alternativas nessa escolha. Contudo, cerca de 80% se sentem inseguros em prosseguir com esta decisão, por medos relacionados à satisfação no novo emprego, em desapontar o atual empregador, e da expectativa do futuro cargo, segundo dados divulgados em um estudo no LinkedIn.


Seja em uma transição completamente distinta ou não do segmento atuado, mudar de carreira é motivo de receio em grande parte dos profissionais, questionando se estão tomando a decisão correta e os impactos desta escolha. Por mais individualizada que seja essa decisão, é preciso ter claro que toda mudança traz consigo renúncias impossíveis de serem escapadas, mas necessárias de serem enfrentadas ao longo desta trajetória.


A estabilidade no cargo conquistado, a faixa salarial recebida e a notoriedade adquirida, como exemplo, podem ser perdidas ao iniciar um novo percurso profissional. Um mundo completamente distinto será desbravado, em um caminho de incertezas que apenas será descoberto quando arriscado. É claro que haverá medo em se frustrar e não atingir as expectativas inicialmente desejadas – mas, o medo do desconhecido não pode ser maior do que sua vontade em tentar e agarrar esta chance em busca do crescimento.


Antes de tomar qualquer passo, é preciso compreender a fundo o que lhe faz feliz ou não, em uma autorreflexão sobre seu perfil e gostos para, a partir disso, vislumbrar com maior clareza o que lhe fará se sentir mais satisfeito profissionalmente.


Este é um exercício de olhar para o futuro se atentando ao seu cenário atual de vida, para ajudá-lo a saber o momento mais adequado de iniciar essa transição. Não existe receita ou época ideal, tudo dependerá das metas individuais, o ponto de chegada desejado e, acima de tudo, clareza de que esta não será uma jornada perfeita ou um mar de rosas.


Muitas dificuldades e momentos desafiadores serão enfrentados, mas não podem dominar a determinação em atingir as metas estipuladas. Seja qual for a mudança de carreira pretendida, analise o mercado desejado, se planeje financeiramente, esteja ciente das pedras no caminho que encontrará, e se arrisque.


*Fábio Steren é sócio da Wide, consultoria boutique de recrutamento e seleção.


Sobre a Wide: Com mais de 30 anos somados de recrutamento especializado e mais de 20 mil entrevistas realizadas, o propósito da Wide, empresa de recrutamento e seleção de alta gerência, é construir legados, seja o das empresas contratantes, o dos candidatos e o seu próprio.

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