PT na Câmara começa a definir novo vice-presidente nesta semana

André Vargas renunciou ao cargo após denúncias de elo com doleiro preso. Executiva do PT ouvirá explicações de Vargas nesta segunda (14) em SP.

Fonte: G1

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A bancada do PT na Câmara começa a definir nesta semana o sucessor de André Vargas (PT-PR) no cargo de vice-presidente da Casa. Ele renunciou ao posto no último dia 9, em meio a denúncias de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato e suspeito de movimentar R$ 10 bilhões em esquema de lavagem de dinheiro.


O partido busca um nome de consenso e com influência sobre os demais parlamentares para indicar para a cadeira. A expectativa, no entanto, é que o indicado só seja definido na semana que vem, após o feriado da Páscoa.


Pelo regimento interno da Câmara, quando há vacância de cargo da Mesa Diretora até 30 de novembro, é necessário convocar eleição entre os deputados para a escolha do novo ocupante do posto. Por ser o segundo partido com maior número de representantes na Casa, o PT tem direito a indicar o vice-presidente, seguindo a regra da proporcionalidade partidária. A sigla deve indicar um único nome de consenso, mas podem ser lançadas candidaturas avulsas.


O deputado José Guimarães (PT-CE), ex-líder do partido, defende que se chegue a um acordo para não haver disputas internas. O parlamentar acredita que o nome escolhido pela sigla só deverá ser anunciado na semana posterior à Páscoa. Nos próximos dias, devido à viagem oficial de sete deputados à China e a Dubai, incluindo o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e alguns líderes, a movimentação na Câmara deverá ser esvaziada.


“Ainda está tudo muito aberto sobre o nome do indicado [para a vice-presidência]. As coisas estão calmas e só devemos começar a discutir na próxima semana. Não temos reunião agendada ainda, mas devemos começar a levantar quem será o indicado na terça-feira, para definir, de fato, só depois da Páscoa. A ideia é construir um amplo consenso porque não é momento de divisão dentro do partido”, declarou Guimarães.


Na última quinta (10), um dia após a renúncia de Vargas, o atual líder do PT na Câmara, deputado Vicentinho, afirmou que já existem pré-candidatos para o segundo maior posto na hierarquia da Casa. Ele, no entanto, não quis adiantar os nomes. "Nós vamos aguardar a hora certa para fazer a indicação. Temos que discutir. Na semana que vem, vai ter uma reunião do partido para definir, e aí nós vamos decidir os nomes”, disse Vicentinho na ocasião.


Segundo o G1 apurou, ao menos três deputados estão sendo levantados entre os parlamentares. Um deles é o do ex-líder José Guimarães, que ficou na liderança do partido ao longo de 2013 e tem trânsito recorrente no governo. Outro nome é o de Marco Maia (RS), que presidiu a Câmara em 2011 e 2012. O terceiro é o de Paulo Teixeira (SP), que foi derrotado por André Vargas na disputa interna pela vice-presidência em 2012.


PT ouve versão de Vargas


A agenda do PT nesta semana também será marcada pelas explicações que André Vargas terá de apresentar para a Executiva Nacional do partido. Na última quinta, a Comissão Executiva Nacional do PT escolheu três integrantes para ouvir o ex-deputado e elaborar um relatório. O parecer servirá para que o partido decida qual vai ser o futuro de Vargas na sigla.


O trio é formado por Alberto Lopes Cantalice, um dos vice-presidentes do PT, Carlos Árabe, secretário nacional de formação política do PT, e Florisvaldo Souza, secretário nacional de organização do partido.

Segundo Cantalice, a conversa com o ex-vice-presidente da Câmara ocorrerá nesta segunda-feira (14), em São Paulo.


Ainda não temos nada sobre as denúncias. O que temos é a informação da imprensa. Então, estamos pegando tudo, analisando, e vamos perguntar para o André Vargas o que tem de veracidade nisso. Nada além disso. Queremos saber o tipo de relação que ele tem com o Alberto Youssef. E depois encaminhamos para a Executiva Nacional”, disse Cantalice.


Segundo reportagem da revista "Veja" com base em relatório da PF, Vargas atuava junto com Youssef para captar verbas em projeto do Ministério da Saúde. O deputado também usou avião fretado pelo doleiro em janeiro para viajar de férias com a família.

 

Na carta de renúncia de Vargas, ele disse estar enfrentando "um intenso bombardeio de denúncias e ilações lançadas em veículos de imprensa baseadas apenas em vazamentos ilegais de informações". No plenário da Câmara, antes de pedir afastamento temporário do mandato de deputado, Vargas disse que cometeu “equívoco” ao usar o avião fretado por Youssef, quem ele disse ter relação de mais 20 anos.

Palavras-chave: André vargas PT doleiro preso

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