Policiais acusados de matar adolescentes são condenados

Uma das adolescentes, de 15 anos, estaria tendo um caso com um dos policiais. Ela ameaçou contar a esposa do policial sobre uma suposta gravidez. A mentira motivou o policial a matá-la brutalmente com a ajuda dos comparsas

Fonte: TJRO

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Os policiais U.P.S. e M.D.D. foram condenados em júri realizado nesta quinta-feira, dia 12, na comarca de Ouro Preto do Oeste, por assassinato, estrupo e ocultação de cadáver de uma adolescente de 15 anos ocorrido em 3 de novembro de 2008. Na sentença, proferida às 3h desta sexta-feira, o juiz Haruo Mizusaki, que presidiu o julgamento, fixou pena de 24 anos e 4 meses para o primeiro acusado e 23 anos e 7 meses para o segundo, reconhecendo "que a conduta dos acusados foi altamente censurável por terem agido de forma consciente, impiedosa e indiferente às condições da vítima".


O crime chocou a população de Ouro Preto pela brutalidade. A adolescente, que à época estaria tendo um caso com o policial (P.Silva), foi convidada a ir até uma casa, onde foi estuprada e morta pelo próprio amante e seus comparsas. Na ocasião, ela estava acompanhada de outra menina, na época com 12 anos, cujo depoimento, depois, acabou sendo fundamental para que os envolvidos fossem indiciados.


A violência teria sido motivada por vingança, pois a vítima teria dito ao policial que estaria grávida e iria contar o fato à esposa do mesmo. U.P.S., que também é acusado de ser traficante de drogas, inclusive forneceria entorpecente para a adolescente, chamou outros comparsas para cometer o crime, inicialmente em uma casa de Ouro preto e depois num morro na estrada próximo ao Km 385, entre o clube da AABB e a estação da CEPLAC, na margem da rodovia, no sentido de Ji-Paraná. O corpo, que teria sido transportado no carro do acusado, só foi encontrado três dias depois do crime com várias marcas de golpes na cabeça e de lâminas nos braços, rosto, lábios e cabelo, demonstrando que foi torturada antes de morrer.


Terceiro acusado aguarda recurso


Os depoimentos de outros envolvidos (pelo menos mais três) também foram utilizados no processo para denunciar os acusados, porém na sentença de pronúncia o juiz entendeu que as provas eram contundentes com relação aos dois policiais e mais o acusado L.S.A., que também teria estuprado as adolescentes e ajudado a segurar a vítima para que U.P.S. a matasse. A defesa de L.S.A. entrou com recurso contra o pronunciamento do juiz, por isso ele não foi a julgamento junto com os outros acusados. Aguarda a análise do recurso pelo Tribunal de Justiça (2º grau).

Palavras-chave: Homicídio; Adultério; Polícia; Adolescentes; Ameaça; Gravidez; Condenação

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