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Quarta-feira, 20 de Junho de 2018
ISSN 1980-4288

Polícia Federal acaba com grupo de trabalho exclusivo da Operação Lava Jato em Curitiba

Anúncio foi feito nesta quinta-feira (6); 'medida pretende priorizar ainda mais as investigações de maior potencial de dano ao erário', conforme a Polícia Federal (PF).

Fonte: G1

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Reprodução: fotospublicas.com

Polícia Federal (PF) encerrou o grupo de trabalho exclusivo da Operação Lava Jato em Curitiba. Agora, a equipe fará parte da Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas (Delecor). A medida também será adotada para a Operação Carne Fraca. A decisão foi confirmada nesta quinta-feira (6) em nota enviada à imprensa, após reportagem do site da revista Época.


A PF afirmou que a mudança pretende "priorizar ainda mais as investigações de maior potencial de dano ao erário, uma vez que permite o aumento do efetivo especializado no combate à corrupção e lavagem de dinheiro e facilita o intercâmbio de informações".


De acordo com a PF, essas investigações passam a ter 70 policiais. A Polícia Federal afirmou que, nestes mais de três anos de Operação Lava Jato, a equipe chegou a ter 50 policiais.


A iniciativa, conforme divulgado, partiu do delegado Igor Romário de Paula, que é o coordenador da Operação Lava Jato no Paraná, e foi acatada pelo Superintendente Regional da Polícia Federal, delegado Rosalvo Franco.


Para a instituição, a medida aumenta o efetivo especializado no combate à corrupção e lavagem de dinheiro e também facilita o intercâmbio de informações.


"Com a nova sistemática de trabalho, nenhum dos delegados atuantes na Lava Jato terá aumento de carga de trabalho, mas, ao contrário, ela será reduzida em função da incorporação de novas autoridades policiais", diz trecho da nota.


A polícia ainda reforçou que "trabalha arduamente para o êxito das investigações, garantindo toda a estrutura e logística necessária para o esclarecimento dos crimes investigados". De acordo com a PF, as duas investigações.


A PF ressaltou ainda que as investigações da Operação Lava Jato não se concentram apenas em Curitiba, com ramificações no Distrito Federal e outros dezesseis estados.


Veja a íntegra da nota abaixo:


"Sobre a nota “PF acaba com grupo de trabalho da Lava Jato em Curitiba”, veiculada no portal da revista Época, a Polícia Federal informa:


1. Tendo em vista que cada delegado do Grupo de Trabalho da Lava Jato possuía cerca de vinte inquéritos cada um, essa equipe, juntamente com o Grupo de Trabalho da Operação Carne Fraca, passou a integrar a Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas (DELECOR);


2. A medida visa priorizar ainda mais as investigações de maior potencial de dano ao erário, uma vez que permite o aumento do efetivo especializado no combate à corrupção e lavagem de dinheiro e facilita o intercâmbio de informações;


3. Com a nova sistemática de trabalho, nenhum dos delegados atuantes na Lava Jato terá aumento de carga de trabalho, mas, ao contrário, ela será reduzida em função da incorporação de novas autoridades policiais;


4. O número de policiais dedicados a essas investigações chega a 70;


5. A iniciativa da integração coube ao Delegado Regional de Combate ao Crime Organizado do Paraná, delegado Igor Romário de Paula, coordenador da Operação Lava Jato no estado, e foi corroborada pelo Superintendente Regional, delegado Rosalvo Franco;


6. O modelo é o mesmo adotado nas demais superintendências da PF com resultados altamente satisfatórios, como são exemplos as operações oriundas da Lava Jato deflagradas pelas unidades do Rio de Janeiro, Distrito Federal e São Paulo, entre outros;


7. Também foi firmado o apoio de policiais da Superintendência do Espírito Santo, incluindo os delegados Márcio Anselmo e Luciano Flores, ex-integrantes da Operação Lava Jato;


8. O atual efetivo na Superintendência Regional no Paraná está adequado à demanda e será reforçado em caso de necessidade;


9. Conforme nota divulgada no dia 21/05/2017, deve-se ressaltar que as investigações decorrentes da Operação Lava Jato não se concentram somente em Curitiba, mas compreendem o Distrito Federal e outros dezesseis estados;


10. Desde o início, a Polícia Federal, de forma republicana e sem partidarismos, trabalha arduamente para o êxito das investigações, garantindo toda a estrutura e logística necessária para o esclarecimento dos crimes investigados.


Divisão de Comunicação Social"



Equipe reduzida


Em maio deste ano, durante a coletiva de imprensa a respeito da 41ª fase da Lava Jato, o delegado da Igor Romário de Paula, coordenador da operação no Paraná, falou sobre a dificuldade em relação à quantidade de pessoas na equipe.


“Com o número que a gente tem hoje, é muito difícil dar continuidade para o trabalho da forma satisfatória, como sempre foi”, disse ele à época.


Ele disse, na mesma coletiva de imprensa, que não via nenhum indício de tentativa de barrar a investigação em Curitiba e que o ocorria era a descentralização da operação. "Fica difícil os estados ficarem cedendo gente para cá", afirmou.


Poucos dias antes, a PF havia se manifestado em nota sobre a redução de profissionais na força-tarefa no estado. De acordo com a polícia, diante do elevado número de operações que tem sido deflagrado, o contingente de policiais precisou ser readequado.


“Como é de conhecimento público, outras inúmeras operações de grande envergadura estão em andamento em vários estados. Diante desse cenário, o contingente de policiais federais especializados no combate à corrupção e lavagem de dinheiro em todo o país tem sido readequado, de acordo com as demandas de todas as unidades da PF, o que inclui a Superintendência Regional no Paraná”, dizia trecho da nota.

Palavras-chave: Operação Lava Jato CPI da Petrobras Investigações Polícia Federal Força-Tarefa

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