Nova Lei de Falências pode injetar R$ 204 bi

Fonte: Gazeta Mercantil

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Experiência indica que, com garantias, empréstimos podem ter forte impulso no Brasil no espaço de seis anos. A nova Lei de Falências (ou Lei de Recuperação de Empresas, como foi intitulada), que entra em vigor no próximo dia 9 de junho, poderá injetar cerca de R$ 204 bilhões na economia em seis anos. A estimativa faz parte de um estudo realizado pela Deloitte Touche Tohmatsu e os cálculos foram feitos com base no que ocorreu na Espanha, quando uma legislação semelhante foi implementada.

De acordo com os dados da Deloitte, em 1997, antes de a lei ser criada na Espanha, o volume de empréstimos era de 84,2% do PIB espanhol. Com a criação da nova regulamentação, esse percentual subiu para 103% do PIB em 2003.

"O aumento no volume de empréstimos foi de 25,9% em seis anos porque cresceram também as garantias para essas operações", explica Luiz Alberto Fiore, sócio da Deloitte. "Se projetarmos o mesmo crescimento para o Brasil (25,9%) nos próximos seis anos e considerando um crescimento de 3% do PIB, o incremento na economia será de R$ 204 bilhões", diz. Ele observa também que os valores serão liberados a juros menores, a exemplo do que ocorreu com o crédito consignado.

"O crédito com garantia de desconto em folha permitiu a redução de juros, hoje em cerca de 1,5% mensal, bem abaixo dos patamares de juros dos empréstimos pessoais, praticados em cerca de 6% ao mês", afirma o consultor. "Em um ambiente regulatório que não protege adequadamente os credores, o risco se torna um componente importante na definição de taxas de juros", enfatiza o executivo, lembrando que a inadimplência representa 20% da composição do spread bancário no Brasil.

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