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Quinta-feira, 18 de Outubro de 2018
ISSN 1980-4288

Ministério Público Federal denuncia o ex-governador Sérgio Cabral pela 22ª vez

Na mesma denúncia também está Orlando Diniz, ex-presidente da Fecomércio, acusado pelos procuradores por corrupção e lavagem de dinheiro

Fonte: G1

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Ex-governador Sérgio Cabral. Reprodução: fotospublicas.com

A Força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro denunciou nesta terça-feira (27), pela 22ª vez, o ex-governador Sérgio Cabral. Dessa vez, Cabral foi denunciado por corrupção. Junto com ele, outras 11 pessoas foram denunciadas, entre elas, Orlando Diniz, ex-presidente da Federação do Comércio do RJ (Fecomércio). Todos foram alvos da Operação Jabuti, deflagrada em fevereiro passado.


Orlando Diniz foi denunciado por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. No final do mês passado, Diniz foi preso na Operação Jabuti. De acordo com as investigações, Diniz teria sido responsável pelo desvio de, pelo menos, R$ 10 milhões dos cofres públicos. Como gestor do sistema Fecomércio/Sesc/Senac no Rio, Diniz cuidava de um orçamento anual de cerca de R$ 1 bilhão.


As acusações do MPF:


- Orlando Diniz - denunciado por cinco crimes de corrupção ativa, dois de lavagem de dinheiro e crime de organização criminosa.


- Sérgio Cabral - denunciado por cinco crimes de corrupção passiva, dois de lavagem de ativos.


- Ary Filho, Carlos Miranda, Jaime Luiz Martins, João do Carmo Monteiro Martins e Manuel João Pereira - denunciados por lavagem de dinheiro.


- Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho, Ary Ferreira da Costa Filho, Sérgio Castro de Oliveira, Sônia Ferreira Baptista, Carla Carvalho Hermansson, Ione Brasil Macedo e Gladys Silva Falci de Castro Oliveira - denunciados por corrupção.


“Não por acaso é vizinho do ex-governador no luxuoso prédio do Leblon, na Rua Aristides Espíndola, e no conhecido Condomínio Portobello, em Mangaratiba, apesar de ter negado essa relação estreita e até mesmo a relação de vizinhança em seu interrogatório prestado perante a autoridade policial”, escreve os procuradores na denúncia.


De acordo com o documento, o presidente da Fecomércio valeu-se por diversas vezes do esquema de lavagem de dinheiro que tinha a frente os operadores financeiros de Cabral, ocultando e dissimulando a origem ilícita de mais de R$ 3 milhões. Há, segundo os procuradores, indícios de que Diniz desviava recursos públicos federais do orçamento do Sesc e do Senac. Além disso, a pedido de Cabral, Diniz contratou diversos funcionários “fantasmas”, num esquema que movimentou quase R$ 6 milhões.


Desde 2003, Diniz contratou, a pedido de Cabral, diversas pessoas como funcionários “fantasmas”, ou seja, que recebiam salários mas nunca prestaram serviços para o Sesc ou o Senac mas prestavam serviços ao ex-governador. Entre os contratados havia parentes do ex-governador ou de amigos de Cabral.


"Os elementos colhidos já apontam para a conclusão de que Sérgio Cabral, no exercício do seu mandato como governador ou a pretexto de exercê-lo, solicitou e aceitou vantagens indevidas para si e para outrem, para exercer o seu cargo com especial atenção para os interesses privados do presidente da Fecomércio. Orlando Diniz, por sua vez, ofereceu vantagens indevidas para determinar o referido agente público à prática de atos de ofício, legítimos ou não”, pontuam os procuradores da Força-Tarefa.

Palavras-chave: Operação Lava Jato Corrupção Operação Jabuti Lavagem de Ativos

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