Meta é reduzir o consumo em 6% este ano

A queda, que vem sendo registrada ano a ano, é resultado, principalmente, do rígido controle mensal das contas e do realinhamento dos contratos efetuados entre a empresa fornecedora e o Tribunal de Justiça.

Fonte: TJMT

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A Comissão de Gestão e Desenvolvimento de Programas de Racionalização do Poder Judiciário de Mato Grosso prevê para 2010 uma redução de 6% no consumo de energia elétrica em comparação a 2009. A queda, que vem sendo registrada ano a ano, é resultado, principalmente, do rígido controle mensal das contas e do realinhamento dos contratos efetuados entre a empresa fornecedora (Rede Cemat) e o Tribunal de Justiça. De acordo com um dos membros da comissão, Ademar Pereira da Silva, 90% dos contratos já foram analisados e refeitos e a meta é alcançar o índice de 100% até o final do ano.

 
Segundo o integrante da comissão, a redução do consumo vem ocorrendo nos últimos anos embora a estrutura do Poder Judiciário esteja aumentando, com a construção ou reforma de unidades e instalação de mais equipamentos, como aparelhos de ar-condicionado e computadores. Tais situações, que provocam oscilações no consumo, são acompanhadas de perto pela comissão, que, ao se deparar com o aumento anormal no consumo mensal de energia em alguma unidade, entra em contato para descobrir o que está provocando a alteração na medição. “Podemos checar in loco o motivo do aumento, que geralmente se refere a alguma reforma ou chegada de novos equipamentos”, salientou Ademar Pereira da Silva.

 
A comissão controla hoje as 113 unidades consumidoras em todo o Estado, sendo 24 atendidas em alta tensão (grupo A) e 89 em baixa tensão (grupo B). O grupo A corresponde às unidades que consomem acima de 5.500 kilowatt hora (kW/h) e respondem por 66,32% do consumo, enquanto o grupo B aparece com 33,68%. Pelo fato de o grupo A possuir tabela diferenciada, mais econômica, o objetivo é transferir de grupo todas as unidades que apresentem alto consumo, como foi o caso de Alta Floresta (803 km a norte de Cuiabá). A comarca reduziu em 16% o valor da conta em um ano somente pela mudança de grupo.

 
Outra alteração no contrato entre a empresa fornecedora e o TJMT resultou em uma economia média de 18% ao mês no Fórum da Comarca de Cuiabá. A Administração do Tribunal de Justiça solicitou a ampliação de meia hora no horário de ponta, que passou das 17h30 às 19 horas para 17h30 às 19h30, o que representou grande vantagem para a instituição. Isso porque, conforme explicou Ademar Pereira da Silva, diferentemente do consumidor comum, que primeiro utiliza o produto e depois recebe a conta, o Tribunal de Justiça, assim como outras instituições públicas ou grandes empresas privadas, firma contratos de fornecimento de energia baseado em estimativas de consumo de cada unidade, evitando contratar mais energia do que gastará. No entanto, quando o kW/h consumido ultrapassa a quantidade contratada (como vinha acontecendo no horário das 19h às 19h30), a energia excedente tem o valor multiplicado por sete. E é justamente para evitar prejuízos como esse a Administração vem se empenhando para realinhar os contratos, com rigoroso controle de consumo mensal.

 
A comissão foi instituída por intermédio da Portaria nº 150/2008/SRH, publicada em 29 de fevereiro de 2008. Doze unidades judiciárias, que gastavam R$ 237,9 mil, foram selecionadas para dar início ao programa. Nove meses depois, a conta foi reduzida para R$ 188 mil. O resultado foi considerado tão significativo que a Administração do TJMT, por meio da Portaria nº 671/2008/CRH, tornou-a permanente em outubro de 2008. A institucionalização do grupo também representa uma resposta à determinação que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) fez a todos os tribunais do País para que sejam adotadas políticas públicas de recuperação e proteção ambiental, bem como para a formação de uma consciência coletiva madura entre servidores, magistrados e jurisdicionados em relação ao tema.

Palavras-chave: Consumo Redução Controle Mensal Energia Elétrica

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