Justiça de SP nega regime semiaberto para Suzane

A Justiça de São Paulo negou o pedido para que Suzane von Richthofen cumpra a pena em regime semiaberto.

Fonte: Agência Estado

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A Justiça de São Paulo negou o pedido para que Suzane von Richthofen cumpra a pena em regime semiaberto. A decisão foi tomada ontem, pela juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, da 1ª Vara de Execuções Criminais de Taubaté.

De acordo com o Tribunal de Justiça paulista, a juíza considerou que Suzane não está preparada para deixar a prisão. O benefício havia sido pedido pela defesa da jovem em maio deste ano.

O andamento do processo sobre o regime semiaberto havia sido suspenso pela Justiça em 12 de agosto, após a imprensa divulgar que Suzane poderia ter um perfil no twitter.

Devido ao pedido negado, Suzane terá de continuar na Penitenciária Feminina de Tremembé. Ela e os irmãos Christian e Daniel Cravinhos foram condenados a cumprir pena de 38 anos pelo assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002.

Execução nº 677.533

Palavras-chave: Suzane

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1 Comentários

Sinomar de Souza Castro Advogado23/10/2009 17:01 Responder

Nós operadores do direito não podemos nos compactuar com a decisão da magistrada, que apenas pautou sua decisão como se fosse à decisão do processo de conhecimento. Inobstante o crime em si, há direitos constitucionais e infraconstitucionais a serem preservados, um dos quais o direito a progressão. A Juíza sequer mencionou um tempo próprio para outra avaliação, tornando a sentença uma pena a ser cumprida integralmente em regime fechado. Isto jamais poderá ser mantido em nosso sistema judiciário que fora há muito banido. A comoção social não é requisito algum para amparo desta decisão, a crueldade do crime também não, pela crueldade já foi fixado a pena final acima do mínimo legal. A magistrada deveria cuidar apenas do direito em si, o restante já foi fixado por Lei pela Sociedade. A linha de raciocínio lógico da Ré nas entrevistas com a equipe multidicplinar, é evidente que deveria ser assim, somente um idiota (literalmente falando) agiria de forma contrária, e esta posição não é contrária a Lei, pois esta dá o acusado inclusive o direito de mentir. Em minha humilde interpretação legal, a magistrada não agiu com acerto, agiu com parcialidade, inclusive, envolvida sentimentalmente com o caso, o que não é permitido a um magistrado. A fragilidade do regime semi-aberto por culpa exclusiva do Estado, também, não pode ser usado em desfavor da Ré. Se esta moda pega, estará acabado a segurança jurídica em nosso País, colocando em risco, inclusive, nosso estado democrático de direito. A decisão merece reforma e creio eu que será reformada pelos nossos Pretórios Superiores.

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