Homem entra na Justiça após ser chamado de "bafo da morte" no app Lulu

Lulu, são as quatro letras da discórdia e o início de uma prometida guerra dos sexos digital

Fonte: Correio Braziliense

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Desenvolvido exclusivamente para o uso das mulheres, o aplicativo criado na Inglaterra permite a avaliação anônima do desempenho de homens na intimidade. Chegou ao Brasil há poucos dias e lidera o ranking de downloads de apps — foram 5 milhões em uma semana— na Apple Store e é um dos destaques da Google Play.


A ferramenta logo dominou as discussões em redes sociais virtuais e reais. O alvoroço apressou a revanche dos homens. O contra-ataque masculino, desenvolvido por três brasileiros, ganhou o apelido de Tubby e tem previsão de lançamento para a próxima semana. Funcionará da mesma forma que o “concorrente” feminino.


O aplicativo foi criado pela jamaicana Alexandra Chong após um encontro com amigas em um bar. Ao acessar o programa, mulheres podem atribuir notas aos homens que têm perfil no Facebook nos quesitos: humor, educação, sexo, primeiro beijo, ambição e compromisso. Elas não precisam se identificar e podem usar hashtags pré-definidas a fim de detalhar mais características do avaliado. #DeixaAsInimigasComInveja, #ObcecadoPorStarWars, #AiSeEuTePego e #NãoLigaNoDiaSeguinte são algumas delas.


Mas muitos homens não gostaram de ter a intimidade exposta nas redes sociais. Alguns entraram com ações na Justiça. No Rio de Janeiro, um universitário não gostou de ser classificado como “bafo da morte” e processou o aplicativo. A advogada Isabela Guimarães, especialista em direito digital, prevê uma enxurrada de pedidos de indenização, principalmente após o lançamento do Tubby. “O artigo 5º da Constituição Federal defende a livre manifestação, mas proíbe o anonimato. Os mantenedores do aplicativo podem ser obrigados, mediante decisão judicial, a revelar a identidade de quem escreveu algum tipo de comentário considerado ofensivo”, explicou.


A defensora explica que, no caso do Lulu, mesmo sediado fora do país, deve ser enquadrado de acordo com as leis brasileiras. “Não interessa a nacionalidade do serviço. Se ele for prestado dentro do Brasil, terá de se adequar às nossas regras”, frisou Isabela.

Palavras-chave: direito civil aplicativo lulu

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