Empresas esperam autonomia do colaborador na tomada de decisões

Para especialista, empresas passaram a investir na relação de confiança com seus colaboradores, deixando que tomem as próprias decisões sobre sua jornada.

Fonte: Ronn Gabay e André Gomes

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Imagem de Free-Photos por Pixabay

O mundo do trabalho nunca mais foi o mesmo desde o início da pandemia causada pela covid-19. As relações empresariais e trabalhistas mudaram, assim como as ferramentas e metodologias. Segundo Ronn Gabay, especialista em benefícios na Bematize, a cultura do comando também mudou e trouxe consigo uma necessidade de confiança entre colaborador e empresa.


“Com a pandemia e o trabalho à distância, o comando de controle foi deixado de lado e a cultura mudou, o empregador precisou desenvolver uma relação de confiança com o colaborador. Não dá mais para controlar 100% a sua jornada, é preciso estabelecer que ele mesmo tenha autonomia e discernimento sobre suas obrigações e decisões”, explica.


Ronn ainda complementa que autorresponsabilidade será a chave para a construção dessa relação entre o colaborador e a empresa, e que o departamento de Recursos Humanos já está atento em relação a isso.


“Muita gente fala que o RH é ultrapassado, mas ele já vem desenvolvendo metodologias pensando na autonomia do colaborador. Um exemplo disso é a implantação de benefícios flexíveis, que é deixar que o próprio colaborador escolha seu benefício. Eu diria que a autorresponsabilidade é a chave para tudo isso. O colaborador deve entender que é o principal responsável pelas suas tarefas, seu horário e deveres. O empregador, por outro lado, precisa consolidar essa confiança, prestar reconhecimento, motivação e formar líderes humanizados para entenderem essa transformação na hora de cobrar entregas” finaliza.


Empresas que confiam no colaborador


O iFood, plataforma de entregas de refeições, realizou uma pesquisa com todos os 3500 colaboradores, e concluiu que 98% deles tiveram suas necessidades atendidas por meio do poder de escolha do seu benefício no ano de 2021. A empresa é adepta dos benefícios flexíveis e entendeu que cada colaborador é autorresponsável e sabe o que é melhor para si.


“Benefícios flexíveis é um diferencial para esse cenário de migração de empresas que hoje prezam pela relação de confiança e tratam os funcionários como adultos responsáveis. Vejo que isso será uma realidade no futuro próximo”, comenta André Gomes, head de benefícios no iFood.


A empresa ainda acredita que todas as outras organizações devem seguir por esse caminho, entendendo que a relação de confiança impacta na produtividade. “Acredito que as empresas devam se adequar e enxergar que pessoas mais felizes são mais produtivas e entregam resultados. Dada essa premissa, como fazer isso? Oferecendo condições para que elas tenham autonomia para tomar suas próprias decisões”, finaliza Borges.

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