Acusado de tentar matar companheira e enteada é condenado a 31 anos de prisão

O réu deverá iniciar o cumprimento da pena em regime fechado e não poderá recorrer da sentença em liberdade.

Fonte: TJDFT

Comentários: (0)



Reprodução: pixabay.com

Na última sexta-feira, 20/11, o Tribunal do Júri de Ceilândia condenou N. I. R. à pena de 31 anos e 10 meses de reclusão por tentar matar a companheira e a enteada. N. deverá iniciar o cumprimento da pena em regime fechado e não poderá recorrer da sentença em liberdade.


Conforme narra os autos, N. e a companheira mantinham relacionamento afetivo há cerca de três meses, vivendo em regime de coabitação. A enteada residia no mesmo imóvel com o casal. No dia dos fatos, 30/9/2019, os três estavam em casa, quando o casal iniciou uma discussão após a mulher dizer que não desejava manter o relacionamento amoroso com o acusado. No decorrer da discussão, Nilton armou-se com uma faca e passou a golpear a companheira. A enteada tentou conter o padrasto, mas foi golpeada também. Em seguida, o acusado voltou a golpear a companheira.


Para o Ministério Público do DF, em relação à primeira vítima, o crime foi cometido por motivo torpe, pois o denunciado agiu com sentimento de posse, em razão de a vítima querer terminar o relacionamento amoroso. Em relação a ambas as vítimas, os crimes foram cometidos contra mulher por razão da condição do sexo feminino, uma vez que envolvem contexto de violência doméstica e familiar. Nesse sentido, o Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade criminal do acusado pelos fatos narrados na denúncia do MPDFT, acolhendo-a em sua totalidade.


Assim, de acordo com a vontade soberana dos jurados, o juiz presidente do Júri condenou o réu por dois crimes de feminicídio tentado, cometidos contra mulher por razão da condição do sexo feminino, em um contexto de violência doméstica e familiar, sendo o primeiro ainda qualificado por motivo torpe.


Para o juiz, “ficou comprovado dos autos que o acusado de forma reiterada e constante faz da prática de crimes violentos contra a mulher uma constante em sua vida, e mesmo após as condenações transitadas em julgado por crimes desta natureza, houve uma nítida progressão na forma e na violência empregada pelo réu para a prática desses crimes, passando de ameaças e lesões corporais ao mais violento, qual seja, tentar contra a vida de outro ser humano, ensejando em reprovabilidade de sua culpabilidade acima do normal”.


PJe: 0719078-94.2019.8.07.0003

Palavras-chave: Reclusão Condenação Regime Fechado Feminicídio Tentado Violência Doméstica Motivo Torpe

Deixe o seu comentário. Participe!

noticias/acusado-de-tentar-matar-companheira-e-enteada-e-condenado-a-31-anos-de-prisao

0 Comentários

Conheça os produtos da Jurid