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Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2019
ISSN 1980-4288

O conteúdo do seu escritório fala a mesma língua do cliente?

As bancas jurídicas, assim como empresas e instituições, necessitam se auto apresentar ao mercado para que sejam conhecidas e lembradas e isso se faz principalmente de duas maneiras

Fonte: Tércio Strutzel

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Comunicação nunca foi um assunto fácil de se tratar. Muitas empresas enfrentam situações complicadas devido à deficiências na comunicação interna, alguns escritores e artistas não conseguem passar a sua mensagem devido a repertórios diferentes e até pessoas e casais se desentendem por causa de alguma comunicação equivocada. Desde os antigos conceitos de retórica, desenvolvidos pelos sofistas e documentada por Aristóteles, passando pela dialética, pelo silogismo e pela semiótica até chegar aos modernos sistemas de comunicação multimídia, transmitir uma ideia para uma audiência sempre foi uma tarefa complexa.


Deixemos de lado os complexos conceitos e doutrinas clássicos e vamos tratar de uma abordagem mais empírica: a comunicação institucional. As bancas jurídicas, assim como empresas e instituições, necessitam se auto apresentar ao mercado para que sejam conhecidas e lembradas e isso se faz principalmente de duas maneiras. A primeira é a própria comunicação institucional, onde o escritório desenvolve um texto apresentando suas principais qualidades, metodologias e expertise. A segunda forma é o Capital Intelectual, ou seja, todo o conteúdo que a Banca produz acerca de sua especialização, seja em forma de artigos, cartilhas, apostilas, livros, cursos, palestras, etc.


Para que um escritório ou profissional se torne referência de mercado é necessário pesquisar e estudar exaustivamente um determinado assunto e colocá-lo em prática até se tornar um especialista. Entretanto existe aí um paradoxo, pois quando se chega a esse estágio é muito difícil recriar o estado mental de quando não se conhecia tanto. A dificuldade de se colocar sob o ponto de vista de alguém que não possui tanto conhecimento ode acarretar em problemas de comunicação.


Voltemos um pouco até os conceitos elementares de comunicação, os quais afirmam que, para que ela ocorra, é preciso haver um emissor e um receptor, ou seja, um ponto A e um ponto B. Sendo assim, o objetivo é fazer a mensagem partir do ponto A e chegar até o ponto B sem que a sua essência seja perdida. É neste contexto que ocorre um dos erros mais comuns, que é falar ou escrever como se o receptor (ou potencial cliente) já estivesse no ponto B.


Não cair nesta armadilha é o sonho de todo comunicador, palestrante, orador ou escritor, e para isso podemos apontar duas dicas muito importantes.


A primeira delas é identificar com a maior clareza possível QUEM é o seu público. Estudar dados e informações de mercado é importante, porém mais eficiente é frequentar eventos onde estejam representantes do segmento desejado como cliente. Mais do que conhecer o perfil destes profissionais, é preciso compreender quais são seus problemas e dificuldades. Este exercício fará com que o seu conteúdo seja muito mais assertivo e tenha maior potencial de sensibilizar o seu cliente em potencial.


A segunda dica diz respeito à mensagem em si. Os conceitos de semiótica nomeiam como "ruídos" os possíveis entraves ao entendimento da comunicação e a linguagem é o principal deles. Então fique muito atento ao seu vocabulário e opte sempre pela simplicidade para ser entendido. Muitos autores e oradores gostam de usar expressões retóricas ou jargões técnicos de modo a impressionar a audiência ou criar uma aura de dificuldade em seu objeto de trabalho. Utilize estes recursos com moderação, caso contrário o público acaba se alienando do conteúdo e perde o interesse.


No meio jurídico esse problema é ainda mais acentuado, devido ao que alguns chamam ironicamente de "jurisdiquês". Os termos jurídicos, sejam em latim ou expressões técnicas, de fato são enriquecedores em peças jurídicas, mas devem ser sistematicamente evitados em textos e mensagens dirigidas ao público em geral, os quais podem ser clientes em potencial. Se esta audiência não puder compreender a linguagem do escritório, jamais irá perceber que a banca pode ter a solução ideal para os seus problemas.

Palavras-chave: Marketing Jurídico Website Advocacia Comunicação

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