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Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017
ISSN 1980-4288

Temer desautoriza ministro e diz que mantém escolha do procurador-geral através de lista tríplice

Declaração foi em resposta à entrevista do ministro da Justiça à 'Folha de S. Paulo', em que ele defendeu mudar nomeação para o cargo.

Fonte: Estadão

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Presidente Interino Michel Temer. Reprodução: fotospublicas.com

O presidente da República em exercício, Michel Temer (PMDB), desautorizou na manhã desta segunda-feira, 16, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, que defendeu, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, que o governo não nomeie o procurador-geral da República a partir da tradição de escolher o mais votado de uma lista tríplice encaminhada pelo Ministério Público Federal.


“Quem escolhe o Procurador-Geral da República, a partir de lista tríplice do Ministério Público Federal, é o presidente da República. O presidente manterá tradição de escolha de 1º de lista tríplice para PGR”, informou Temer via assessoria de comunicação.


Em entrevista à Folha de S. Paulo, Moraes, além de defender que a escolha não seja por meio de uma lista tríplice, prática adotada nos governos anteriores do PT, disse ainda que o poder do Ministério Público não pode ser absoluto e que e a Constituição não prevê eleição interna na Procuradoria . Moraes se destacou como promotor de Justiça, mas deixou o Ministério Público para se tornar professor na Universidade de São Paulo e, antes de assumir a pasta, foi secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo.


Temer só escolherá o procurador-geral da República que substituirá o atual, Rodrigo Janot, caso permaneça na presidência com a cassação da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) pelo Senado. O mandato de Janot termina em 2017 e o processo de impeachment de Dilma no Senado acaba em até 180 dias, contados a partir da última sexta-feira, 13.


Ministério


Antes de Moraes, o presidente em exercício cogitou escolher o advogado Antonio Claudio Mariz de Oliveira. No entanto, após críticas feitas por Mariz à Operação Lava Jato, principalmente às delações premiadas, Temer descartou o nome do advogado para o cargo. 

Palavras-chave: Operação Lava Jato PGR Dilma Rousseff Impeachment Nomeação Lista Tríplice

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