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Sábado, 19 de Agosto de 2017
ISSN 1980-4288

Rodrigo Janot diz que não há dúvidas de que Michel Temer cometeu 'crime de corrupção'

Procurador-geral fez afirmação em parecer enviado ao STF no qual defendeu que ex-deputado Rocha Loures continue preso. Para a PGR, Rocha Loures representou interesses do presidente com a J&F.

Fonte: G1

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Presidente Michel Temer. Reprodução: fotospublicas.com

Às vésperas de apresentar denúncia contra o presidente Michel Temer, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) que, na visão dele, não há dúvidas de que o peemedebista cometeu "crime de corrupção".


A análise do chefe do Ministério Público foi incluída no parecer de 93 páginas que Janot encaminhou na semana passada à Suprema Corte recomendando que o ex-deputado e ex-assessor especial do Palácio do Planalto Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) continuasse preso pela Lava Jato.


No parecer, Janot ressaltou que Rocha Loures e Temer atuaram conjuntamente para atender às demandas dos executivos do Grupo J%26F – dono do frigorífico JBS – em troca de propina. O procurador-geral chegou a destacar no documento que o ex-deputado representou os "interesses" do presidente da República "em todas as ocasiões que esteve com os dirigentes do conglomerado empresarial.


"Rodrigo Loures representa os interesses de Michel Temer em todas as ocasiões em que esteve com representantes do Grupo J%26F. Através dele, Temer operacionaliza o recebimento de vantagens indevidas em troca de favores com a coisa pública", escreveu Janot no parecer.


"Note-se que em vários momentos dos diálogos travados com Rodrigo Loures, este deixa claro sua relação com Michel Temer, a quem submete as demandas que lhes são feitas por Joesley Batista e Ricardo Saud, não havendo ressaibo de dúvida da autoria de Temer no crime de corrupção", complementou.


Ainda de acordo com o chefe do Ministério Público, Temer operacionalizou o recebimento de "vantagens indevidas em troca de favores com a coisa pública" por meio de Rocha Loures.


Segundo Janot, a permanência do peemedebista no comando da Presidência da República contribui para que haja continuidade nos crimes de corrupção.


Em outra parte do parecer, Janot diz que Rocha Loures foi responsável pelo encontro que ocorreu em março deste ano entre o empresário Joesley Batista – um dos sócios da J%26F – com o presidente da República no Palácio do Jaburu por volta das 22h30.


Joesley gravou esta conversa com Temer, na qual o chefe do Executivo federal, supostamente, dá aval ao pagamento de mesada, por parte do dono da JBS, ao deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do doleiro Lúcio Funaro, ambos presos pela Lava Jato. O empresário afirma que pagou propina a Cunha e Funaro para comprar o silêncio deles e evitar que eles fechasse acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.


“Loures foi o responsável pelo agendamento da reunião entre Michel Temer e Joesley Batista. Reunião esta que teve como finalidade afiançar a Joesley que Loures seria o interlocutor de Temer em quaisquer assuntos ilícitos do interesse da J%26F”, destacou Janot em outro trecho do parecer.


A expectativa é de que o procurador-geral da República apresente até esta terça-feira (27) ao STF uma denúncia contra Michel Temer. A eventual denúncia terá que ser avalizada pela Câmara dos Deputados para que o presidente se torne réu.

Palavras-chave: Michel Temer Rodrigo Janot Operação Lava Jato Corrupção Delação JBS PGR STF

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