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Terça-feira, 26 de Setembro de 2017
ISSN 1980-4288

Refugiados, o que cada um pode fazer

Apontamentos da jornalista Ismênia Nunes.

Fonte: Ismênia Nunes

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Reprodução: pixabay.com

Com o intuito de buscar um recorte sobre as guerras, que foram uma das principais causas do deslocamento de refugiados para a Europa nos últimos anos; tivemos como parâmetro a guerra de Irã e Iraque iniciada em setembro de 1980. Guerra esta, liderada pelo ditador Iraquiano Saddam Hussen. Desde que o homem é homem a guerra sempre existiu. O livro “A Gênese” relata-nos a respeito de dois irmãos Jacó e Esaú que na época formariam duas nações, desde então iniciou-se a disputada do território onde hoje fica Irã e o Iraque. Independentemente dessa consanguinidade o homem desde os tempos mais remotos luta por territórios ignorando o sofrimento de quem quer que seja.


Temos acompanhado nos noticiários os bombardeios a escolas, hospitais. Todos os dias milhares de pessoas são mortas pela guerra no mundo. Não somente soldados em luta, mas civis. Mulheres e até mesmo crianças. O número de órfãos, de crianças abandonadas tem crescido pelo mundo. Não basta o horror da guerra, a fome, o sofrimento, a dor. A guerra trouxe a pior das dores que é ver um pai, uma mãe, um filho, uma filha ser morto brutalmente. E qual o motivo disto tudo? Disputas por terras, poder, discussões “religiosas” entre tantos outros.


O fato é que muitos homens, mulheres e até crianças estão cruzando países, fronteiras, oceanos para fugir deste mostro sem piedade. Buscando um lugar que possam viver em paz. No caminho deparam-se com tantos outros problemas, a falta de comida, o cansaço, a sede, as doenças e a morte. Para a maior parte destes refugiados, o destino agora é a Europa o Mediterrâneo é o caminho para buscar este refúgio. As embarcações são cada vez mais precárias; mais desumanas que as antigas Galés do Egito. Os barcos seguem lotados. Neste momento de desespero, traficantes de pessoas enchem estas embarcações muito além de seus limites. Muitos não conseguem sequer atravessar o Mediterrâneo, encontrando a morte pelo caminho.


Segundo William Spimdler, porta voz da ACNUR – Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados; para piorar agora os traficantes de pessoas estão enviando de uma só vez, várias embarcações repletas de imigrantes. Este envio massivo de imigrantes ao mar faz com que o trabalho de resgate realizado pelas Equipes de Resgate seja dificultado. Afinal, são milhares de pessoas atravessando o Mediterrâneo sem as mínimas condições de segurança. A Organização das Nações Unidas - ONU declarou que 2016, será o ano com mais mortes de imigrantes no Mediterrâneo. Em 2015 foram 3.771 mortes, de janeiro a outubro deste ano 3.740 imigrantes morreram nesta travessia.


E para aqueles que conseguiram, o problema está resolvido? Sabiamente que não, outros problemas surgem. Muitos terão perdido seus familiares. A barreira do idioma, a falta de moradia, a fome, o desemprego, as doenças.


Talvez não seremos capazes de impedir as guerras da Síria, as lutas na Turquia, os bombardeios no Iraque, nem impedirmos as mortes de mães e crianças em todos estes países, mas podemos fazer nossa parte. O Brasil é um País que envia tropas para auxiliar nos campos de refugiados. Os Médicos Sem Fronteiras cumprem seu papel atendendo milhares de pessoas, entre elas crianças. A Cruz Vermelha auxilia neste trabalho. E nós como cidadãos será que não podemos fazer nossa parte? O que eu posso fazer? O que fazemos de melhor, os Jornalistas, por exemplo, conscientizar as massas da necessidade de ajudar seja como for, de não cruzarmos os braços. Toda ajuda é bem-vinda, e cada um poderá descobrir no que efetivamente pode ajudar. Como falamos anteriormente, muitas são as crianças sem família, sem pai, sem mãe. Basta pensarmos um pouco. Vamos fazer nossa parte. Particularmente não sei como funciona para adotar uma criança nestas condições. Seria algo a se pensar. Enquanto isso, agradeçamos pelo que temos, nossa casa, nossa família, nossa saúde, nossos filhos, o feijão com arroz que ainda temos, a água limpa que bebemos. E se acharmos que não podemos fazer muito ou nada por estes refugiados, pelo menos elevemos nossos pensamentos aos céus e peçamos que Deus possa auxiliar estes irmãos.

Palavras-chave: Refugiados Guerras Europa Irã Iraque Médicos Sem Fronteiras Cruz Vermelha Brasil Turquia

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