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Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017
ISSN 1980-4288

Presidente Michel Temer diz que reforma da Previdência 'não vai tirar direito de ninguém'

Cidades registraram protestos nesta quarta contra a reforma proposta pelo governo. Temer também disse que desemprego vai cair a partir do 4º trimestre de 2017.

Fonte: G1

Comentários: (1)


Reprodução: fotospublicas.com

O presidente Michel Temer afirmou nesta quarta-feira (15) que a reforma da Previdência proposta por seu governo e que está em tramitação no Congresso vai evitar que o INSS entre em "colapso" e que, se aprovada, "não vai tirar direito de ninguém."


"Nós apresentamos um caminho para salvar a Previdência do colapso, para salvar os benefícios dos aposentados de hoje e dos jovens que se aposentarão amanhã. Isso, parece ser coisa 'será que é para tirar direitos de pessoas?'. Em primeiro lugar, não vai tirar direito de ninguém. Quem tem direito já adquirido, ainda que esteja no trabalho não vai perder nada do que tem", disse Temer durante evento do Sebrae, em Brasília.


A declaração foi feita no dia em que várias cidades do país registram protestos contra a reforma da Previdência. Em São Paulo, e na região metropolitana da capital paulista, por exemplo, ônibus e metrô pararam no início da manhã (circulação voltou a funcionar parcialmente por volta das 8h30). O metrô funciona parcialmente ao longo do dia e rodovias foram bloqueadas.


Entre as medidas propostas está a criação de idade mínima de aposentadoria de 65 anos, para homens e mulheres, e a exigência de que os trabalhadores contribuam por 49 para terem direito ao benefício integral pelo INSS.


Medidas populares


O presidente admitiu que poderá haver uma ou outra adaptação no texto enviado pelo governo ao Congresso, mas defendeu que não seja feita uma reforma modesta agora porque isso exigiria a adoção de medidas mais drásticas no futuro.


Temer citou que, se a reforma aprovada for branda, em quatro ou cinco anos o Brasil terá que fazer cortes de gastos muito maiores, a exemplo de países como Portugal, Grécia e Espanha.


"Ou fazemos uma reformulação da Previdência agora - é claro, poderá haver uma ou outra adaptação, o Congresso é que está cuidando disso -, mas não podemos fazer uma coisa modestíssima agora para daqui quatro ou cinco anos termos que fazer como Portugal, Espanha, Grécia ou outros países, que tiveram que fazer um corte muito maior porque não preveniram o futuro", disse.


Temer citou o exemplo da Previdência do Rio de Janeiro que, segundo ele, levou o estado a uma situação fiscal dramática. De acordo com o presidente, sem a reforma o governo federal terá que adotar "restrição absoluta" por conta das dificuldades financeiras e do aumento do rombo do INSS.


O presidente destacou que a Lei de Responsabilidade Fiscal a União está proibida de fazer empréstimo e dar auxilio sem contrapartida dos estados.


Temer afirmou que o seu governo tem feito medidas populares e não populistas e que, apesar de não ter aprovação imediata, elas terão reconhecimento posterior.


"As medidas populistas começam cheias de aplausos, para logo depois se relevar um desastre absoluto. As medidas populares não têm aplausos imediatos, mas têm o reconhecimento posterior", disse.


Desemprego


O presidente disse ainda que espera que haja uma redução significativa do desemprego no país, principalmente a partir do último trimestre do ano.


"O mercado vem dando notícias nessa direção", afirmou Temer durante evento de lançamento do programa Senhor Orientador.


O programa do Sebrae em parceria com o Banco do Brasil contratou 310 bancários aposentados para dar orientação de crédito a pequenos empresários. Os consultores contratados têm mais de 60 anos.


Durante o evento, Temer disse que aceitaria a sugestão do presidente do Sebrae, Guilherme Afif, de estudar um programa para incentivar a contratação de trabalhadores com mais de 60 anos.


Grau de investimento


Durante sua apresentação, Temer afirmou que a inflação e o risco país estão caindo, que a produção industrial mostra sinais de recuperação.


"Às vezes esquecemos que perdemos o grau de investimento há tempos atrás. Estávamos a 570 pontos, o risco Brasil, hoje estamos a 270 pontos. Mais um pouquinho e voltamos a obter o grau de investimento", disse.

Palavras-chave: Reforma Previdência Social INSS Colapso Desemprego

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1 Comentários

João da Silva cidadão15/03/2017 20:54 Responder

Fdp