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Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2018
ISSN 1980-4288

'O cidadão está cansado da ineficiência de todos nós, inclusive do Judiciário', diz Carmen Lúcia

Presidente do Supremo critica sistema prisional brasileiro durante inauguração de unidade em Goiás.

Fonte: Estadão

Comentários: (2)


A ministra Cármen Lúcia visita o Presídio Estadual de Formosa (GO), inaugurado nesta sexta, 9 Foto: Marconi Perillo

Em sua segunda visita a Goiás neste ano, a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), afirmou nesta sexta-feira, 9, que o cidadão brasileiro está cansado do Judiciário, durante a inauguração do novo presídio de Formosa (GO). "O cidadão brasileiro está cansado da ineficiência de todos nós, e cansado inclusive de nós do sistema Judiciário. Por mais que tentemos, e estamos tentando com certeza, temos um débito enorme”, afirmou.


No dia 1.º deste ano, nove presos foram assassinados e 14 ficaram feridos em um confronto entre detentos do regime semiaberto no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. A inauguração desta sexta marca um mês do primeiro encontro da ministra com autoridades de Goiás, quando Cármen cobrou do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), informações sobre as facções que atuam nos presídios locais.


A cerimônia de inauguração começou por cerca das 8h da manhã, com uma visita de Cármen ao novo presídio, acompanhada do governador de Perillo. O tucano anunciou que o Estado terá quatro presídios de segurança máxima, para abrigar facções do crime organizado. “Boa parte dos recursos já está assegurada para que as obras sejam iniciadas imediatamente”, disse.


A ministra reiterou que a população espera poder voltar a confiar nas instituições, e citou trecho de música do cantor e compositor Gilberto Gil ao finalizar sua fala:“a fé não costuma falhar”.


PRESÍDIO


O presídio de Formosa é o primeiro de cinco que serão abertos no Estado, que devem acrescentar 1.588 vagas ao sistema prisional de Goiás, segundo a Diretoria Geral de Administração Penitenciária do Estado. O próximo será inaugurado em Anápolis, no dia 16 fevereiro, também com capacidade para abrigar 300 presos.


Planaltina, Águas Lindas de Novo Gama são as outras cidades do Estado prestes a receber novas instalações prisionais. Segundo Perillo, todos serão entregues neste ano. De acordo com a diretoria, os investimentos foram na ordem de R$ 110 milhões.


Durante a visita em Formosa, acompanhada por representantes e autoridades da cidade, do Estado, do CNJ e do STF, Cármen ouviu promessa de Perillo de que a capacidade do novo presídio será respeitada. “Temos o compromisso. 300 vagas são 300 vagas”, disse o governador.


FACÇÕES


Durante seu discurso, Perillo falou de mudanças em andamento do sistema de execução penal do Estado, pensado com o presidente do TJ-GO e outras autoridades regionais. “Teremos quatro presídios que serão de segurança máxima, para abrigar facções do crime organizado”. O governador afirmou que a questão já está organizada, e que “boa parte dos recursos já está assegurada para que as obras sejam iniciadas imediatamente”.


Sobre o local da rebelião que deixou nove mortos, o governo informou que a construção será demolida e substituída por uma nova, em outro espaço.

Palavras-chave: STF CNJ Judiciário Ineficiência Sistema Carcerário Inauguração Presídio

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2 Comentários

maria ajudante de pedreiro09/02/2018 13:52 Responder

não só cansados, como também revoltados....... Juízes desde que me conheço eu vejo uma classe sem vergonha, sem moral, sem ética, prevalecida, soberba, acima da lei e que mama nas tetas do governo, o nosso Judiciario é a porta de entrada de todas as corrupções....lei mesmo só para ladrão de galinha

Waleska Ministro09/02/2018 21:53 Responder

Enquanto não for atribuído prazo para Juiz despachar, julgar, trabalhar o Judiciário será e sempre será o que é: um cabide de emprego que sustenta uma grande nação pobre de espirito e vergonha. A Senhora Doutoura Ministra tem como mudar as regras mas teria que ter um bom motivo para perder as próprias benesses do poder e do cargo e isso não seria viável, não é? Enquanto isso o povo geme e cala!